Conversamos com o Ygor Moura, piloto do 370Z da NSC Garage. Ele falou do seu início em competições, da relação da família com o esporte e do seu carro.

Conta um pouco do que você tem feito com relação ao Drift.

O que mais tenho feito é mexer no carro e deixar ele preparado porque treino está mais difícil, os Kartódromos e pistas estão fechados por conta da pandemia e precisamos respeitar o isolamento.

Pode falar um pouco do seu carro?

Meu carro é um 370Z bi-turbo, 2009, com 450 cavalos de roda, todo preparado pela NSC. Ele ainda não está 100% de pista porque eu comprei para usar na rua e fui preparando aos poucos. Eu decidi competir na empolgação então ele ainda está no processo de se tornar um carro totalmente feito para a competição. Ele até renderia cerca de 500 cavalos, mas como o Drift exige muito, eu preferi deixar ele um pouco mais fraco, mas mais seguro, e ir aumentando a potência conforme a necessidade. Outra modificação importante e que me ajuda muito é o Kit ângulo.

Como você chegou no Drift?

Nunca participei de outra modalidade, mas eu sempre gostei de carros desde pequeno. Eu fui apresentado aos carros importados, principalmente os japoneses, pelos filmes do Velozes e
Furiosos. Eu comecei a gostar mesmo sem entender muito, eu só sabia que gostava dos carros importados. Então comecei a tentar entender e procurar mais sobre o assunto. Naquela época o acesso a informação não era tão simples como hoje, mas eu acompanhava pelo Grand Turismo, revistas e Orkut. Eu entrava em comunidades de brasileiros que moravam no Japão e foi aí que comecei a entender o que era o Drift de fato. Na mesma época saiu o “Velozes e Furiosos: Desafio em Tokyo” que acabou sendo um marco, porque antes você falava “Drift” mas ninguém conhecia, depois do filme tudo mudou.

Como foi a sua estreia no SDB?

A primeira etapa que participei foi a do Mega Space no início da temporada 2019. Eu dei duas ou três voltas, mas o meu carro quebrou então eu não cheguei a participar efetivamente da competição. Depois participei da etapa de Birigui, mas o carro também quebrou. Não foi nada sério, como o carro era de rua ele tinha alguns detalhes que quando eu levava para a pista acabavam atrapalhando, por exemplo a embreagem, então fui adaptando o carro para ter mais confiabilidade. A primeira etapa que eu realmente consegui competir foi a final, no Mega Space também. É uma pista bem desafiadora, uma das mais complexas do calendário.

Depois você participou do SD Paulista, certo?

Sim, foi a minha segunda competição. Eu consegui ser vice-campeão na primeira etapa e foi uma injeção de ânimo absurda, porque eu já vinha de três competições que eu não consegui andar direito e então tive um bom desempenho. Devo dizer que eu não esperava um resultado tão bom assim. Então eu me animei mais com o carro e foi aí que eu decidi preparar ele ainda mais, fazer alívio de peso, gaiola e deixar dentro do regulamento, principalmente a parte de segurança.

Como é a relação da sua família com o Drift?

Eles são os meus fãs número um, sempre estão em todas as etapas. O meu sobrinho, pequeno, também já gosta de carro e está sempre me perguntando quando é a próxima etapa. É bem legal, serviu até para unir mais a família. Geralmente os pais não entendem muito, mas eles acabaram gostando. Inclusive na última etapa foi todo mundo, virou uma viagem de família.

Quais são os próximos passos do seu projeto?

Eu pretendo continuar com o 370Z, o chassi é muito bom e novo, além de ser um carro que eu já tenho a confiança, então eu quero deixar ele cada vez mais competitivo. Já fiz um alívio de peso e a gaiola. Daqui para frente eu pretendo trocar os vidros por lexan e fazer o sistema de incêndio. A parte de motor já está bem redonda, mas sempre tem alguns detalhes que podemos melhorar, como por exemplo a linha de combustível e alguns outros detalhes.