Conversamos com o Wendell, piloto estreante no SDB. Ele contou um pouco da sua trajetória e alguns desafios de ser piloto de drift.

O que você, como piloto, tem feito nessa quarentena?

Por conta dessa situação, está bem difícil de treinar. Até tentei ir pra pista mas nada está funcionando direito e, além disso, temos que ser cautelosos no momento atual. Então, estou aproveitando o período para fazer alguns ajustes no carro.

Conta um pouco do seu carro de competição.

Bom, meu carro é uma Skyline R-33 com motor RB-25. Esse carro veio do japão então é de mão inglesa. Ele foi preparado única e exclusivamente para Drift, tem tudo do bom e do melhor. De original só tem a parte interna do motor.

Como você começou no mundo do automobilismo?

Desde criança eu andava de Kart, aí fiquei um tempo sem andar até que comecei a participar de arrancadas. Depois conheci o drift e não quis saber de mais nada. (Risos)

E o Drift, como entrou na sua vida?

Na época em que participava de arrancadas eu conheci a NSC e comecei a acompanhar os eventos da SDB. Então comprei uma BMW e comecei a montar, e a praticar drift, depois tive um 370z, mas nenhum dos dois carros tinha nível de competição. Cheguei a participar de alguns treinos da SDB, em Londrina e em Piracicaba, no ECPA. Agora, com o Skyline, que tem um nível mais alto, já comecei a participar de competições.

Como foi participar do SD Paulista, no ano passado?

Aquele foi o primeiro dia que andei com meu o carro, porquê até um dia antes ele estava sem motor. Quebrou quando fomos passar no dinamômetro, e só ficou pronto na madrugada do evento.

Acabou sendo bem difícil. O carro era completamente diferente do que eu estava acostumado, além do volante ser do outro lado, o 370z era muito mais manso. Apanhei um pouquinho, mas depois disso já consegui fazer alguns treinos.

Quais são as suas expectativas para esse ano?

Eu estou muito ansioso para o início. Já estava com a Logística toda preparada para a temporada. O lado bom é que o pessoal vai voltar com todas as energias, tiveram tempo de se preparar e preparar os carros. Além disso, acho que vamos ter etapas bem lotadas, vamos ter vários novos pilotos. Vai ser bem legal, para nós e para o público.

Quais são os projetos para a próxima temporada do campeonato?

Vou manter a mesma plotagem, a estreia dela foi SD Paulista, no final do ano, então decidi manter para essa temporada. Agora vamos trabalhar a parte interna, trocar o banco, o volante e atualizar a roll cage.

Eu queria aproveitar e salientar a equipe NSC, da qual faço parte. Sozinho, o piloto não faz nada, existe um grande trabalho por trás das corridas e ele é feito em conjunto.

E para fechar, quais serão os seus próximos passos?

O meu foco é me desenvolver, e cada vez mais pegar a mão do carro. Eu fiz 4 treinos no Kartódromo de Registro e mais uns 2 no ECPA. Quando trocamos de carro, precisamos nos adaptar praticamente do zero, aprender como ele se comporta, e para isso é necessário treinar bastante.