Victor Lima, piloto do interior de São Paulo, conta as suas expectativas para estrear no campeonato e um pouco da relação com o seu irmão, Guilherme Lima, que também é um dos pilotos do grid SDB. 

Como está sendo esse período de quarentena?

Antes da quarentena a gente estava correndo bastante para o carro ficar pronto, estamos tirando proveito desse período maior para conseguir finalizar com mais tranquilidade. Faltam algumas coisinhas mas vai dar tempo.

Eu também tenho treinado bastante pelo simulador, não é a mesma coisa que andar na pista mas pelo menos não estou parado.

Fala um pouco do seu carro para a temporada.

Eu tenho uma BMW Compact com o motor 1JZ original. Por enquanto estou andando com 0.7 de pressão e 265cv de roda. Ainda vou fazer alguns testes e ver como o carro se comporta na pista mas pretendo colocar um turbo um pouco maior e subir a potência.

Como você chegou no Drift?

Eu sempre gostei de carro e assistia vários filmes e, além disso, o meu avô sempre me levava junto com o meu irmão, o Guilherme Lima, para andar de Jipe e foi assim que eu aprendi a dirigir. Então, em 2016 fomos assistir uma etapa do SDB e eu e meu irmão nos animamos, mas na época eu só tinha 16 anos então demorou um pouco para eu montar o carro e estar pronto para competir. Meu irmão me influenciou bastante, ele começou antes de mim no drift

Você participou do SD Paulista, certo? Como foi?

Sim, foi a minha primeira participação em competições de Drift. Inclusive, foi a primeira vez que eu batalhei, antes eu só tinha treinado umas 6 vezes, e sempre sozinho. Foi emoção pura. Eu tinha noção das batalhas por conta dos treinos no simulador, mas na pista é uma sensação totalmente diferente. Nesse dia eu também batalhei com o meu irmão, foi uma coisa que eu achei que demoraria um pouco para acontecer mas rolou na minha primeira competição.

E como foi a sensação de batalhar com o seu irmão?

Se batalhar pela primeira vez já foi emocionante, entrar na pista com o meu irmão foi incrível! Quando a gente está fazendo algo que gostamos junto com a família, é diferente, é mais gostoso, e para melhorar eu ainda consegui o 4º lugar no primeiro dia da competição.

Como é a sua relação com o seu irmão, dentro do esporte?

A gente treina muito, juntos, e vamos ajudando um ao outro a evoluir. Ele começou antes no drift então foi uma inspiração para mim. Ele me dá uma força com o carro, tudo que preciso fazer eu faço com a Dark Garage, que é a oficina dele.

O que você espera da sua temporada de estreia?

Esse ano eu quis entrar no campeonato para testar os limites do meu carro e me desenvolver como piloto. Eu vou analisar tudo o que precisa ser aprimorado para então brigar pela ponta da tabela. Meu principal objetivo é evoluir.