Há mais de 10 anos no Drift é um dos pilotos que mais competiu no SDB. Rafael Meoka bateu um papo com a gente e contou um pouco da sua experiência e como tem sido esse período de hiato do esporte.

SDB: Como foi o seu começo no Drift?

Rafael: Comecei em 2008. Na época comprei um carro e fui fazendo como podia, não tínhamos muito acesso às informações sobre o Drift aqui no Brasil. Fui treinando em espaços fechados até começarem a pintar algumas oportunidades de praticar em pistas. Então, em 2011 passei a participar de alguns Sokokai e competições pelo Brasil.

SDB: Você já teve contato com o Drift no Japão, certo? Como foi?

Rafael: Sim, fui visitar o país e tive a oportunidade de praticar o Drift em seu local de origem. Lá o pessoal é bem agressivo na pilotagem. Eles têm muito acesso às peças e a tudo que envolve o esporte então acredito que eles tenham um desprendimento maior na hora de entrar na pista. Além disso, eu percebi que os japoneses, ou são certinhos, ou são completamente doidos (risos), o que tornou a experiência bem interessante.

Falando em agressividade, o pessoal aqui do Brasil ultimamente não tem deixado a desejar. No ano passado a gente teve uma competição bem forte e agressiva durante toda a temporada.

SDB: Sobre seu carro, o que está planejando para essa temporada?
Rafael: Eu estou aproveitando esse período para poder fazer alguns upgrades no carro. Como teremos mais tempo até a primeira etapa, vamos poder trabalhar com mais calma no projeto e assim deixar o carro mais confiável.
Estamos trabalhando na linha de óleo, que deu alguns probleminhas no ano passado e também mexendo na parte interna do motor, no pistão, biela e cabeçote. Tudo isso para deixar o carro cada vez mais e competitivo. E é claro que estamos aumentando a potência do motor, vamos chegar perto dos 500cv.

SDB: Levando em consideração o adiamento para o início da temporada, como acha que vai ser 2020?
Rafael: Temporada desafiadora. O período entre etapas, que geralmente usamos para fazer os ajustes nos carros, vai ser bem menor. Ainda mais no meu caso e de alguns outros pilotos que competimos no SDB e no SD Paulista. Esse ano a chave vai ser a confiabilidade dos carros. Por outro lado, vai ser bom porque quando começar, não vamos sentir saudades das pistas e vai estar todo mundo com muita vontade de acelerar depois de passar esse tempo todo em casa.

SDB: E para finalizar, o que os fãs vão poder ver de diferente em você em relação à temporada 2019?

Rafael: Acho que a principal diferença vai ser a minha experiência com o carro, 2019 foi meu segundo ano com ele mas tive alguns obstáculos na adaptação. Além disso agora estou mais acostumado com as pistas, o que ajuda bastante na hora da adrenalina durante a competição.