Um dos novatos da temporada 2020, Peterson, contou como é ser um iniciante no esporte e todo o processo que passou para se tornar um piloto profissional.

Você é um dos novos pilotos no grid da SDB. Pode contar um pouco de você para os fãs?

Bom, eu moro em Pouso Alegre, sul de Minas e pratico o drift há 1 ano. Eu comecei a montar a BMW 325i em 2018, mas acabei demorando um ano para acertar ela. Quando comprei, já tinha o turbo mas tinha muita gambiarra, eu arrumava uma coisa e quebrava outra, então eu decidi desmontar por completo e recomeçar ela do zero. Agora estou instalando um wide-body e acertando os últimos detalhes da plotagem.

 

Como você entrou para o mundo ao Automobilismo?

Comecei com 14 anos, eu ia fazer trilha de Jipe com o meu pai. Eu não podia dirigir então nós amarrávamos o meu carro no dele, e ele ia puxando até o local da trilha. Nessa época eu nem pensava em praticar o drift, mas eu já gostava de deixar o carro só na tração traseira e ficar jogando de lado, na terra mesmo. Acho que a paixão pelo drift já estava lá, eu só não sabia. (Risos)

 

E como entrou no Drift?

O começo da minha história no drift foi em 2015. Na época eu tinha uma BMW M3 e fui fazer um track day em Interlagos. Era só o meu segundo carro tração traseira e eu tinha preparado ela, estava com 600cv. Quando entrei na pista sem o controle de tração, o carro estava escapando nas curvas, então fiquei com um certo receio, e depois busquei um curso de direção defensiva. Eu não manjava muito então acabei com os meus pneus na metade do dia, mas serviu para eu ver que aquilo era basicamente o drift. Eu saí de lá querendo montar um carro de drift mesmo. A hora em que a gente conhece o esporte, não tem mais como largar. Hoje é uma terapia, para mim.

Comecei a montar a minha BMW e fiz alguns cursos de drift. Dizem que o drift se aprende sozinho, e eu concordo em partes, é possível aprender sozinho, sim, mas passar um final de semana com um especialista do assunto te dando todos os toques para melhorar, além de mais seguro, acelera muito o processo. Coisas que você aprenderia em 6 ou 7 dias de pista você acaba pegando em 2 dias e pode usar esses treinos para se aprimorar ainda mais.

 

Como foi o processo até chegar no SDB?

Na verdade, eu sempre quis ser piloto profissional. Eu pensava em outras categorias, mas a maioria delas tem uma entrada um pouco mais complicada e um investimento inicial bem alto, por isso eu ainda não tinha conseguido, mas vi essa oportunidade no drift.

Quando comecei a montar o meu carro a minha ideia ainda não era competir, mas assisti a uma etapa do SDB e acabei indo atrás. No ano passado eu tive a oportunidade de participar de um treino livre no ECPA, em Piracicaba, e foi muito legal. Todo mundo foi muito receptivo, os pilotos, mesmo os veteranos, sempre estiveram abertos para conversar e dar algumas dicas, até os que eu não conhecia. Então, acabei me animando e já fui para a Etapa de Birigui como competidor, foi uma pena que meu carro começou a dar falta de pressão de óleo durante a primeira volta do qualify e eu não consegui dar continuidade.

 

 

Como você costuma praticar?

Geralmente eu faço os meus treinos no ECPA ou em Sokokais e eventos menores, mas agora com essa situação que estamos vivendo está um pouco complicado. Precisamos prezar pela segurança e saúde de todos.

 

O que está imaginando para este ano?

Vai depender de como essa situação vai se desenrolar. Mas, pensando no esporte, 2020 tem tudo para ser o ano do drift, o esporte está crescendo muito e temos muitos pilotos novos chegando. O drift é encantador, cada dia é um aprendizado novo, e acho que as pessoas estão percebendo isso.

Como você se enxerga daqui algum tempo?

Bom, cada vez mais eu quero me profissionalizar e treinar. Eu quero me aprimorar ao máximo para alcançar o meu objetivo que é brigar pela ponta do campeonato.