Sabe aquela expressão “ano novo, esperança renovada”? Ela traduz perfeitamente o sentimento de Matheus Sartor para a temporada 2020 do Super Drift Brasil. O upgrade em seu carro, passando do Chevette para o Nissan Silvia S14, reforçou a confiança do piloto, e ele não vê a hora de pisar fundo em pista.

Do confinamento domiciliar aos últimos ajustes no carro, passando pela épica batalha contra o pentacampeão Diego Higa em Londrina, o gaúcho de 26 anos conversou com a gente sobre suas expectativas para a temporada. Confira:

 

SDB: Sartor, como está sendo sua quarentena em Porto Alegre?

Sartor: Já se foram mais de duas semanas em casa, não aguento mais (risos). Sei que é necessário, então aproveitei para treinar na esteira, caminhando e correndo, além de treinar no simulador. Estou em casa com meus pais e minha namorada. Também aproveitei para fazer alguns ajustes no carro a distância.

SDB: Como estava sua preparação para a estreia antes da pandemia?

Sartor: Eu estava com o carro quase pronto, cerca de 90% pronto. Não teria tempo para testar o carro com os ajustes que fiz para a temporada, então acabou que essa pausa vai me ajudar. Terei tempo para testar o carro antes da primeira etapa.

SDB: Então seu Nissan Silvia S14 terá muitas novidades em 2020?

Sartor: Não serão tantas mudanças assim, mas fizemos um ótimo upgrade nele. A temporada passada serviu para eu adaptar o carro, serviu para ajustar. Agora ele está 100%, evoluímos bastante. Mudei o câmbio, colocamos um óleo especial para o motor não esquentar, mudei o banco. A plotagem segue a mesma.

SDB: Como foi a transição do Chevette para o Silvia?

Sartor: O Chevette foi uma ótima escola para mim. Me ajudou bastante, conheci todas as adversidades que um carro pode oferecer para o piloto, e isso tudo me deixou bem confortável para guiar o Silvia. Sempre brinco ao falar que, guiando o Silvia, parece que estou no sofá da minha casa. Com o Chevette, era uma briga constante (risos). Já andava bem no Chevette, por isso minhas expectativas para a temporada com o Silvia são as melhores possíveis.

SDB: Eu imagino que seja etapa inesquecível seja Londrina em 2018, quando você terminou na segunda colocação depois de uma batalha final com o Diego Higa incrível. Quais são suas melhores recordações daquele dia?

Sartor: Foi um dia bem bacana, que eu nem imaginava que poderia acontecer, na verdade. Eu era iniciante, tinha poucas etapas na carreira, mas eu não fiquei nervoso. E eu ficava sempre muito nervoso, mas lembro que naquele dia eu estava bem tranquilo. Me classifiquei em segundo, o que já me deixou muito feliz e me mostrou que eu tinha chances de ir muito bem. Fiz as batalhas, fui vencendo, fui avançando, dei ótimas voltas com o Chevette, e quando vi eu estava na final. Fui bem na primeira volta, aí começaram os empates (foram dois no total). No fim, eu já estava quase sem pneus, estava cansado fisicamente. Foi uma decisão incrível. Ali, com certeza, minha carreira mudou de patamar.

SDB: Como foi essa mudança de patar propriamente dita?

Sartor: Lembro que entrei no meu Instagram depois da final e tinha milhares de novos seguidores, muitas mensagens me parabenizando. Foi um dia inesquecível para mim. Quando digo que mudou de patamar, foi porque ganhei mais notoriedade. Era um Chevette na segunda colocação, não é todo dia que acontece. Ganhei novos fãs, novos patrocinadores surgiram, e tudo isso foi me dando mais condições de evoluir. Foi depois daquela etapa que comecei a montar o Silvia.

SDB: Fechando nosso bate-papo, qual é a sua expectativa para 2020 e o quê os fãs podem esperar de você?

Sartor: Eu vou chegar muito forte para essa temporada. Será a minha primeira com o carro acertado, ajustado para fazer grandes batalhas. Tive muitos problemas em 2019, mas agora já estou com o carro 100%. Os fãs podem me esperar na briga pelo título. Acredito que tenho chances para isso. Não vejo a hora de botar o carro na pista e o cheiro de borracha subir. Vou dar 110% para estar na luta pelo título de 2020.

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