Conversamos com o Luciano Azevedo e ele falou sobre a sua paixão pelo esporte, participação no SD Paulista e as dificuldades no Drift

 

Conta um pouco da sua história no automobilismo.

Eu participo de manobras de carro desde 2007, junto com a equipe Chico Loco que, hoje, é a equipe do Beto Carrero. Conheci o drift em 2011, no Extreme Motor Sport, eu estava lá pelo Beto Carreiro e foi onde tive o primeiro contato com o esporte. De lá para cá eu vim acompanhando todos os campeonatos que aconteceram, viajei o Brasil para ir nas etapas do campeonato do DS Brasil Series e do Super Drift Brasil.

 

Você ficou um tempo fora das competições, pode contar como foi a sua volta?

Entre 2017 e 2018 eu fui em eventos esporádicos, mas não participei de campeonatos. Antes desse período eu ainda não tinha muita experiência de competição, mas toda vez que entramos em uma o apetite é grande, e consequentemente toda vez que competimos ganhamos mais experiência e evoluímos. Uma coisa que sinto diferença é nos pilotos novos, hoje, muitos deles vêm do simulador e já chegam com um nível superior na pista. É claro que a vida real e o simulador são coisas bem diferentes, mas início acaba sendo muito mais simples do que se fosse feito na raça, como era antes.

 

Qual é o seu histórico de carros de competição?

Comecei a competir em 2013, com um Chevette, em 2014 eu montei um gol tração traseira que eu usava com equipe Chico Loco, depois montei a BMW e comecei a competir em 2015 com ela. É uma BMW M3, 3.0 Turbo, com 430whp, anda com 0.9 de pressão.

Qual é a sua expectativa para quando as competições voltarem?

Se minha única preocupação fosse a competição, eu poderia te dar uma resposta mais voltada para o esporte e resultados, mas a minha luta é chegar na pista. Só para eu conseguir estar no evento, já é uma batalha e já me sinto vitorioso. Eu sempre procuro evoluir. Embora eu já esteja há bastante tempo no drift, eu ainda não tive uma evolução mediante a estrutura. Em resumo, falta estrutura para eu evoluir como piloto, falta investimento no carro e na equipe. Eu vou sozinho para os eventos, eu sou o piloto e o resto da minha equipe também. Por isso é difícil atingir o melhor resultado.

 

Fala um pouco da sua participação no SD Paulista.

O SD Paulista foi um dos eventos que eu mais me senti como um competidor. Embora eu estivesse com um carro mais fraco que o de costume, A BMW estava quebrada então competi com o 350z, eu tive um desempenho muito bom em algumas batalhas. Isso me trouxe uma sensação que não tinha há muito tempo em competições. Eu saí muito satisfeito de lá.

 

 Tem alguma consideração final?

Desde criança, eu vivo para carros e manobras. Então, no mundo do drift, eu me considero um dos mais apaixonados pelo esporte. Com a minha estrutura e sem apoio, falta de treino, falta uma manutenção melhor no carro, investimento e equipamentos de alto nível, o que eu faço é até um milagre, acho que é isso que eu quero mostrar, a realidade do Luciano. Eu faço e desfaço, dobro e desdobro para fazer o drift acontecer na minha vida. Embora eu não tenha me destacado em competições, eu sou apaixonado por isso e dou o meu sangue para estar no esporte.