Conversamos com o Guilherme Winand, dono do Suabru WRX SW. Ele revelou os próximos passos do seu projeto, contou sobre a sua participação no SD Paulista e um pouco da sua história.

Conta um pouco do Frank para gente.

Tem bastante novidade. O Frank é um subaru wrx SW, mas eu fiz o swap para a mecânica do 240sx americano, que tem um motor 2.4, diferente do japonês que chega com um 2.0. Não é muito comum aqui no Brasil, mas apostei nessa ideia. Agora com o campeonato eu acabei forjando o motor. Então agora o Frank vai vir um pouco mais forte, ele está em torno dos 350 cavalos de roda.

Como foi o processo de escolha pelo Subaru WRX SW?

Eu já tinha o Subaru antes de começar a fazer Drift. Eu comecei no esporte na primeira etapa organizada pela DS, mas eu corria com o Silvia. O carro era excelente, nunca me deu nenhum tipo de problema, mas era um carro só de pista então eu não podia ter um momento de lazer com ele na rua. Não digo nem fazer bagunça, mas as vezes da vontade de ir passear e mostrar o carro. Por isso, eu ficava olhando o Subaru, mas o motor sempre foi meio chatinho. Até que um dia deu a louca e eu comecei a colocar ele tração traseira com a mecânica original mesmo, mas o câmbio não aguentou, então eu coloquei o de Silvia. Chegou uma hora que eu decidi colocar toda a mecânica de Silvia, para não ter mais dor de cabeça. Mas a escolha do Subaru foi porque eu já tinha o carro, e era uma plataforma que eu via que dava para ser competitiva.

A sua plataforma não é uma escolha muito comum no cenário brasileiro. Ela é tão competitiva quanto as outras?

Hoje eu digo que sim, porque eu já fiz muitas modificações, mas originalmente precisa mexer em bastante coisa. Eu tiro parâmetro pela BMW, eu tenho uma s36 com o setup todo para feito para drift. É um carro muito mais simples de tornar competitivo, o Subaru tem um chassi muito bom, mas a dinâmica dos carros 4×4 é diferente da dos carros com tração traseira, então você acaba tendo que alterar algumas coisas no carro, principalmente na parte de alinhamento. Ele é feito para outro tipo de alinhamento, então tem que refazer quase tudo, aumentar o braço, e muita adaptação. Mas hoje eu acredito que sim, é um carro bem competitivo.

Como foi a sua participação no SD Paulista?

Foi uma experiência fenomenal. Primeiro, todo mundo em recebeu super bem, isso foi a melhor parte de tudo, e depois, o carro atingiu todas as minhas expectativas, apesar de não ter muita potência na época, por estar com pouca pressão, o carro se saiu muito bem. Mais cometi erros do que o carro me deixou na mão, então isso me deu um pouco mais de segurança para ingressar na temporada de 2020.

Qual foi a sua porta de entrada no automobilismo?

Eu comecei no automobilismo com o Kart, eu ia andar em pistas e tudo, mas que o Kart também tem um custo muito elevado então era só uma brincadeira. Quem abriu as portas do Drift para mim foi o Thiago Romano e o Rafael Nascimento, eles me ajudaram a conseguir um carro pronto para praticar, porque, sem experiência, é bem complicado de montar um carro. Então, por influência deles eu ingressei no Drift.

Qual é a relação da sua família com o Drift?

Em casa, só eu gosto de carros, mas eles me apoiam muito, vão nos eventos, torcem e tentam estar sempre presentes. Isso é bem bacana.

Como estavam seus planos para 2020? E como estão as coisas agora?

Então, 2020 já começou meio atrapalhado porque eu não tinha intenção de participar do SDB, só do SD Paulista, que tem menos etapas e ia demorar um pouco mais para começar. Então, quando eu me inscrevi no SDB, já estava um pouco corrido porque eu não tinha gaiola e tinha que acertar outros detalhes, mas com a quarentena eu consegui me organizar. Já fiz a gaiola, consegui refazer o motor e estou terminando de fazer o alívio de peso.

Pode revelar os próximos passos no projeto do Frank?

Com essa paralização, eu consegui fazer tudo o que queria na parte do motor, posso tirar a potência que eu quiser, agora eu preciso trocar o câmbio. Fazendo isso, a minha meta de potência para o Frank são 600 cavalos de roda, mas por enquanto tenho essa limitação.