O brasiliense, Guilherme Vieira, falou sobre os planos par aa temporada, cenário do esporte e de sua paixão por JDM’s

Está tirando proveito dessa pré-temporada mais longa?

Estou usando esse período para desenvolver as ideias que eu tenho para o carro, tanto estéticas quanto de performance. Os competidores estão cada vez mais se profissionalizando, então tenho que trabalhar nesse sentido também.

Fala um pouco do seu carro. Vai ter alguma novidade para esse ano?

Meu carro é um Silvia S14, com motor 1JZ e 450cv de motor. Além do novo layout, estamos correndo para adequar o carro ao campeonato. O regulamento está cada vez mais exigente e nós precisamos acompanhar para estarmos sempre competitivos. Falando em desempenho, eu tenho um projeto para trabalhar na suspensão, no kit ângulo e colocar um coil over melhor.

Você tem um carinho especial por JDM’s?

Sim, com certeza. Quando eu era pequeno, adorava as BMW’s mas fui conhecendo a cultura JDM, e aí sim, me apaixonei. O que me chamou a atenção, é a identificação do piloto com o carro e você colocar a sua essência na máquina.Isso é muito difundido na cultura JDM. A plataforma S é a minha preferida, adoro qualquer um dos Silvia.

Como você costuma se preparar para as competições?

Não sou muito de treinar, mas sempre participo dos eventos locais. Geralmente são eventos de manobras, mas eu faço demonstrações de drift. Eu fazia parte de uma equipe que sempre fazia essas demonstrações, montávamos um traçado com cones e fazíamos Drift.

A nossa maior dificuldade aqui, em Brasília, é achar pistas adequadas para o nosso esporte. Então, acabamos indo para espaços abertos e montamos os traçados do jeito que dá, ou vamos para eventos de manobra representar o nosso esporte na região.

Esse ano temos muitos representantes de Brasília no SDB. Fala um pouco sobre a cena do drift local.

Brasília sempre teve uma ligação muito forte com a cultura do drift, sempre tivemos muitos pilotos. Acredito que os dois maiores centros do esporte no Brasil sejam São Paulo e Brasília. Talvez o cenário brasiliense não esteja tão desenvolvido quanto o de São Paulo devido à falta de acesso às pistas e aos campeonatos. Piloto nós temos de sobra, o que nos falta é pistas e estruturas para que o drift se desenvolva.

Como acha que vai ser a temporada 2020 para o Drift?

Vai ser bacana! Todo mundo vai ter muito tempo para se preparar, treinar e melhorar o equipamento. Os eventos acabarão acontecendo em um espaço de tempo menor e isso vai acabar deixando o esporte em alta. Vai ser um período intenso mas muito bom.

Para finalizar, conta um pouco da sua trajetória no esporte.

Meu pai. Ele sempre participou de eventos automobilísticos. Ele costumava participar de categorias de turismo, mas quando eu tinha 13 anos ele participava de eventos de manobras e eu acompanhava ele. Quando fiquei um pouco mais velho, passei a participar também e fui me aprofundando. Em 2014 eu conheci o drift, comecei a pesquisar e ver vídeos, até que comecei a praticar. Minha primeira experiência em competições foi em 2015. Em 2017 eu participei de uma etapa do SDB, então, em 2019, participei de praticamente toda a temporada.