No episódio dessa semana do DriftCast, o podcast oficial da Super Drift Brasil, os nossos especialistas em Drift recebem o vistoriador, Gustavo Loureiro, para tirar todas as dúvidas sobre a montagem de um carro para o Drift.

Além de Gustavo, a mesa dessa semana é composta pelo CEO da SDB, Neto e o diretor de prova, Ricardo Manzo. Gustavo dá um norte para os pilotos e apaixonados pelo Drift, que estão começando a montar o seu carro, mas não sabem por onde começar ou estão com receio.

Uma das dicas que nossos especialistas trazem nesse episódio, é que toda montagem de carro, será feita através de um investimento. No entanto, é sempre melhor fazer esse aporte financeiro na direção correta, do que depois ter um retrabalho e ter que colocar mais dinheiro do que o previsto.

Além disso, uma das principais decisões que um praticante de Drift deve tomar antes da montagem do carro, é qual o tipo de Drift ele quer fazer, amador ou profissional. Pois, a partir dessa resposta, o seu veículo será montado e exigem montagens diferentes.

O episódio vai trazer, também, dicas de baixo custo para os entusiastas que estão começando no Drift, para começarem a montar o seu carro. Para os amantes do esporte, que perguntam sempre se vai ter etapa do Super Drift Brasil nesse ano. A resposta é SIM, mas ainda não tem data. Por isso, acompanhe esse episódio, comece a montagem do seu carro, faça as melhores necessárias para se enquadrar no SBD e se prepare. Se tiver dúvidas, imprima o regulamento da SDB, no site, tire fotos e envie para o nosso e-mail: contato@superdriftbrasil.com.br, que responderemos com maior prazer.

Confira abaixo os principais assuntos abordados e trechos do episódio dessa semana do DriftCast.

Por onde eu começo?

Tudo vai depender da escolha do chassi. Hoje em dia existe muita BMW fazendo Drift, pois o custo benefício está interessante. Muitas pessoas questionam se pode usar o carro original.

Para responder essa questão, é importante saber se a pessoa é uma entusiasta, mas não sabe se é isso que você realmente quer, pois nesse caso a pessoa teria que estar disposta a transformar o seu veículo inteiro e não mais usá-lo para o seu dia a dia, ou se a pessoa tem condição financeira de montar o seu carro para Drift, mas se não quiser mais, vende ele, sem sentir falta.

De acordo com o Neto, CEO da SDB, o interessante, se a pessoa tiver condições, é ter um carro específico para o Drift, pois pode durante a prática do esporte haver algum erro, um arranhão ou uma batida e isso não prejudicaria o seu veículo de uso diário. O Drift é uma constante evolução, por isso o praticamente só vai melhorar a partir dos erros cometidos. Para os praticantes, que querem iniciar no Drift, mas não sabem se é isso que realmente querem ou não podem investir tanto, Neto aconselha a começar pelo básico, uma embreagem boa, um diferencial soldado, freio de mão bom e alívio de peso.

Para conseguir o alívio de peso, o praticante deve tirar do carro as peças mais pesadas, que seriam: bancos, forração acústica, máquinas de vidro, cinto de segurança traseiro, forro de porta-malas, estepe, macaco, chave de roda, ar-condicionado, air-bags, entre outras coisas. Depois de fazer essa retirada básica, no carro, a pessoa começar a praticar e ter certeza de que é isso que ela realmente quer, começa a segunda fase do alívio de peso do veículo. Essa próxima etapa, consiste em tirar lata de fixação de máquina de vidro, lataria de porta-malas de fixação de aparelhagem de som, bancagem de som inteira, entre outros.

Lembrando sempre, que de acordo com o regulamento da SDB, existe um peso mínimo para os carros, que é de 900 Kg, Além disso, tem uma tabela que regulamenta a largura dos pneus permitida.

Para o início dos praticantes de Drift, amadores, o vistoriador, Gustavo Loureiro, acrescenta também a importância de ter muitos pneus e muita Km. A partir do momento que o piloto vai evoluindo, ele vai modificando o carro em busca da melhora contínua, até chegar no veículo profissional.

Para os pilotos amadores, vale a pena deixar claro que a partir do momento que transformar o seu carro para fazer Drift, ele vai começar a consumir pneus e coisas que antes não consumiam. Por isso, o veículo vai precisar de uma atenção maior.

Com relação ao freio de mão, será utilizado original e, por isso, é sempre bom dar uma revisada, trocar a lona. No entanto, se o praticante puder colocar um hidráulico, é melhor ainda.

Quando se fala em Kit Ângulo, Gustavo afirma que não vê necessidade em colocar no carro, se o piloto estiver iniciando, pois consegue aprender sem esse acessório. Neto completa dizendo que o ângulo depende do chassi do carro e do raio de giro original do veículo.

Basicamente, para começar um carro de um iniciante em Drift são os itens acima que são necessários ter. Quando o piloto for evoluindo, pegando o gosto pelo esporte e querendo mais, o investimento vai aumentando. Então, ele tem que ter sempre em mente, o quanto o piloto quer e pode investir para evoluir.

Quando o piloto se profissionaliza, o Drift se torna um esporte caro, pois é preciso fazer investimentos e melhorias constantes no veículo. No entanto, dentre os esportes automotores é um dos mais baratos, no Brasil.

Próximo passo, indo para a pista

Depois que o piloto iniciou a prática do Drift, tem a certeza do que ele quer, agora é hora de dar um próximo passo, desmontar o carro. Tirar o acabamento, banco original, colocando banco homologado, cinto homologado, trocar volante, colocar uma hockage, uma chave geral, sistema de incêndio, entre outras mudanças.

O vistoriador Gustavo ressalta a importância da utilização de portas, capô, tampas de porta-malas, em materiais leves, como fibra ou carbono, para deixar o carro mais leve e mais equilibrado. Além disso, é aplicado a Teoria de Concentração de Massa, quanto mais massa tiver no centro, mais consegue virar o veículo, podendo mudar ele facilmente de direção. O regulamento da SDB, disponível no nosso site, é bem explicativo e traz todos os itens de segurança obrigatórios, como a rollcage de 6 pontos, com a barra de proteção na cabeça do piloto, o cinto envolvendo a hollcage e barra lateral de proteção.

A rollcage permitida pelo regulamento da SDB é bem simples, de 6 pontos, mas, a sua confecção deve ser de ótima qualidade, soldada em toda a sua volta, não pode ter mordedura, rachadura, respingo, com uma fusão perfeita entre as duas partes. A espessura, mínima, do tubo, recomendada, é 2,2 milímetros, mais a parede, dá ao todo 38,5 milímetros.

É obrigatório a rollcage possuir um furo, que é o local de inspeção. Ele pode ficar em qualquer lugar, desde que longe das soldas e das dobras.

Com relação a vedação, Gustavo explica que é fundamental o painel corta-fogo, vedação do câmbio e a vedação traseira, pois muitos carros fazem o sistema de combustível no porta-malas e o piloto tem que ser isolado, para a sua segurança. Além disso, não é permitido cortar a chapa corta-fogo e nem mudar a posição do motor.

A bateria deve estar fora do cockpit, normalmente no porta-malas, mas se tiver no habitáculo do piloto, ela deve estar em uma caixa específica de bateria. Gustavo lembra, também, que não é permitido modificar o sistema de suspensão do carro.

Quando o assunto é patrocinador, a plotagem dos carros é responsabilidade do piloto, mas é sempre bom existir um bom senso, pensando no visual do veículo e nas próximas empresas que poderão estampar as suas marcas.

Gostou da matéria, ficou com alguma dúvida, quer fazer perguntas? Escreva nos comentários que iremos responder com todo prazer.

O episódio completo do DriftCast está disponível no Youtube, Spotify e Deezer.

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