No episódio dessa semana do DriftCast, o podcast oficial da Super Drift Brasil, o CEO da SDB, Neto continua trazendo a sua história com o Drift e conta como nasceu a Super Drift Brasil.

Além dele, Felipe Hypólito, chefe box, Ricardo Manzo, diretor de provas, e Fernando Castro, um dos juízes da SDB, falam sobre a sua história com a Super Drift Brasil. Neto lembra que o Drift, dentro do Estado de São Paulo, tinha parado, e ele tinha até desmontado o carro oficial do Diego Higa, que ele corria. Até que eles foram convidados para fazer uma gravação com o Rafael Cortez, no autódromo de Interlagos.

No dia, estava tendo um evento de arrancada, em um trecho da pista. Enquanto a equipe montava todo o aparato, começou a chover muito, e o Diego foi para uma outra parte do circuito fazer Drift. Em um determinado momento, veio um carro da segurança do autódromo, parou e questionou o que eles estavam fazendo.

Quando respondi que aquilo era Drift, ele retrucou dizendo se Drift não era outra coisa. Então, falei que o que o Diego estava fazendo, sim, era Drift. A partir desse momento começou a juntar o pessoal da organização do autódromo e do evento de arrancada, e fizeram um convite para nós fazermos um evento teste de Drift, em Interlagos”, lembrou Neto.

Depois de um debate sobre mudanças no trajeto, os organizadores entraram em acordo e saiu o primeiro evento teste de Drift e arrancada, em Interlagos.

Depois de um debate sobre mudanças no trajeto, os organizadores entraram em acordo e saiu o primeiro evento teste de Drift e arrancada, em Interlagos.

O evento foi sensacional, pois teve o público do Drift e da arrancada. Enquanto um estava parado, os espectadores assistiam o outro. Esse revezamento foi bastante interessante”, afirmou o CEO da SDB.

Neto lembra que esse primeiro evento foi diurno, no entanto, os eventos posteriores, em Interlagos, foram noturnos, dando um clima maior de Drift, com show de iluminação. Nomeado como “Drift Interlagos” foram 2 eventos, no autódromo, em formato de campeonato, tinham como movimentar o esporte, no Estado de SP, que estava parado. Em 2015, Neto foi assistir a um evento de kart, no kartódromo, de Interlagos, ficou encantado com a organização e com as diversas faixas espalhadas, escrito SKB.

Perguntei para o pessoal o que significava SKB e ele responderam, Super Kart Brasil. Na hora, pensei: Já pensou um SDB (Super Drift Brasil)?? Ia ficar animal”, relembrou Neto.

E assim nasceu o Super Drift Brasil. A partir de então a marca foi homologada no cartório e foram realizados mais 2 eventos em Interlagos, agora com o novo nome. Na 5ª etapa, com o objetivo de expandir o nome e dar mais visibilidade ao Drift, Neto resolveu trazer um nome com notoriedade internacional para a competição

Conversando com um amigo, Didi Nambei, ele falou da sua ideia de trazer um nome de peso estrangeiro e que havia pensado no No Bouken, piloto que ele era muito fã, na época. O amigo falou que talvez fosse bem difícil e, então, sugeriu o Daygo ou o Yokoi. Naquele momento, Neto ficou extasiado, mas achou que trazer os dois pilotos não dava. Então, eles combinaram de ir conversando. Quando chegou em casa, Neto começou a pensar no evento e maquinar como seria o trajeto, em Interlagos. Estava tudo programado, quando veio o balde de água fria. O evento não poderia ocorrer no autódromo de Interlagos, pois o local estava em obras para receber o Grande Prêmio do Brasil, de Fórmula 1.

“Foi um banho de cubos de gelo, pois estava tudo acertado, porém surgiu esse imprevisto e não tínhamos mais data. Já tínhamos confirmações de pilotos internacionais e não podíamos cancelar o evento. Foi desesperador”, lembrou Neto.

No entanto, através do intermédio da Daniele Zangrando, ele conseguiu uma reunião com o prefeito de Praia Grande e expôs todo o projeto, para ser realizado no kartódromo da cidade. Na mesma hora o prefeito abraçou a ideia e a SDB conseguiu fazer o seu evento, que acabou sendo beneficente, com a entrada de 1 lata de leite em pó.

“Foi um evento inovador e super interessante. Daygo e Yokoi conversaram com os pilotos, fizeram apontamentos, andaram junto com eles, além de serem os juízes. Foi basicamente um workshop com dois dos melhores competidores do mundo. Uma experiência inesquecível para os mais novos”, afirmou o CEO.

A SDB nesse evento teve como juízes o Didi Nambei, o Daygo Saito e o Masashi Yokoi, dando uma notoriedade e uma credibilidade altíssima para a competição.

“Para nós foi um grande desafio, pois apesar de ser a nossa 5ª etapa, era a primeira que organizávamos totalmente voltado para o Drift. Era um outro planejamento, outra forma de posicionamento, tanto com relação aos pilotos, como com o público. Foi muito ousado e gratificante. Esse foi o 1º evento que me emocionei de verdade e vi que todo o esforço estava valendo a pena”, completou Neto.

O evento contou com a participação do Prefeito e do vice-prefeito de Praia Grande, além da primeira dama e de outras autoridades da cidade. Outro ponto fundamental das etapas da Super Drift Brasil, que o Neto salienta é a participação do público.

“É impressionante. Eles são surreais. Não consigo devolver tamanha energia e carinho que eles nos entregam em cada etapa”, disse ele.

Apesar de 2017 ter sido o ano que a SDB decolou, Neto tem um grande carinho por 2016, pois foi quando eles perceberam que a Super Drift Brasil poderia se deslocar por diferentes locais e sempre acompanhado pelo público familiar.

“Aonde a Super Drift Brasil vai, ela vira o entretenimento do final de semana do local. O público é formado por famílias e amigos. Isso forma uma atmosfera maravilhosa”, afirmou o CEO.

Ainda em 2016, a SDB retorna para o berço do Drift, Itú, para a realização de uma etapa. Logo em seguida, foi disputada uma competição em Piracicaba, onde teve um traçado diferente, mais técnico, montado pelo Neto.

A 3ª etapa foi disputada em Praia Grande, com o kartódromo lotado e na etapa seguinte a competição aconteceu novamente em Itú.

Pela primeira vez, a Super Drift Brasil saiu do Estado de São Paulo e isso aconteceu na 5ª etapa, quando foi disputada em Londrina, no Paraná. A competição ocorreu no autódromo da cidade que possui um traçado bastante arrojado e desafiador.

“Nessa etapa foi quando eu percebi que precisava evoluir os pilotos, pois a pista colocava muita dificuldade e eles começaram a se dar muito bem, fazendo coisas que nunca tinham feito. Eles tinha uma capacidade de evolução muito boa e eu percebi que se continuasse trazendo desafios para eles, os pilotos poderiam entregar muito mais para o espetáculo”, lembrou Neto.

O ano de 2017 veio com muitas mudanças. A primeira etapa foi em Piracicaba e na segunda etapa, na Aldeia da Serra, ocorreu a 1ª transmissão ao vivo de um evento de Drift no Brasil, pela SDB.

“A transmissão veio, com o objetivo de disseminar ainda mais o Drift. Recebíamos diversas perguntas e o público ficava esperando o nosso conteúdo ser postado para ter acesso as respostas, justamente por conta do problema do deslocamento. Nem todos poderiam estar aonde a competição está acontecendo”, disse o CEO da SDB.

Desde então, as transmissões nunca mais pararam e são feitas pelo Youtube, no canal da SDB, e na página da SDB, no Facebook.

Felipe Hypólito

O primeiro evento da Super Drift Brasil que, o atual chefe box, participou, foi em 2015, convidado pelo Neto. Quando chegou na oficina ele viu uma movimentação grande, preparativos a todo vapor e foi logo perguntando ao Neto onde poderia colaborar. Então, ele começou, ao lado da Karen, a ajudar a entrar no carro e colocar os equipamentos para as voltas rápidas. A partir de então não saiu mais da SDB. Foi responsável por diversas funções, até que em 2017 foi deslocado para os boxes, onde está até hoje, como chefe box.

Fernando Castro

A ligação do Fernando com a Super Drift Brasil começou em 2015, na etapa realizada na Praia Grande. Ele tinha uma Dakota, com uma caçamba grande, e levava, da sede da SDB até o local do evento, as estruturas de pistas, ferramentas, rodas, entre outras coisas. Além disso, Fernando auxiliava na montagem dos eventos e em tudo o que precisava. Era o verdadeiro voluntário. Bastante presente no mundo automobilístico, apaixonado por carros, Fernando sempre comparecia a eventos de arrancada. Dentista de profissão, ele se considera um “rato de oficina”, por ter paixão pelos carros e adorar mexer neles.

“A Super Drift Brasil é uma família, considero a minha família, e sou muito grato a eles por estar aqui hoje. Além disso, a parte de ajudar era muito boa, mas a possibilidade de estar em um evento desse tamanho e pisar na grama, não tem preço”, disse Fernando.

Em 2017, antes da etapa no Rio Janeiro, ele se reuniu com o Neto e a Karen, e foi convidado para passar por um treinamento com Ryan Mountain, melhor juiz do mundo, para se tornar juiz.

“Eu aprendi com o melhor do mundo. Assisto todas as etapas da Fórmula Drift e Fórmula Drift, do Japão, converso com o Ryan fazemos análises, tiramos dúvidas. Ele virou um amigo. Pra mim é engrandecedor e enriquecedor”, lembrou Fernando.

Já como juiz da SDB, Fernando apresentou um projeto para o Neto e a Karen, com o objetivo de recrutar voluntários e a ideia foi aceita na hora.

“Gostaria que outros jovens tivesse a oportunidade de passar pela experiência que eu passei. De estar ali aprendendo, ajudar e estar com os pilotos. É algo bem bacana”, disse ele.

No entanto, por conta da pandemia, o projeto teve que ser suspenso, mas a Super Drift Brasil pretender retomar assim que tudo se normalizar.

Ricardo Manzo

O diretor de provas, Ricardo Manzo, estreou no cargo, também, na etapa do Rio de Janeiro, em 2017. Anteriormente, ele havia tido experiência como comissário, em Piracicaba. Então, o Fred ( in memoriam), amigo em comum, indicou o Ricardo ao Neto para ser comissário de prova, da SDB. Ele era responsável por toda a parte de documentação das provas e mantinha sempre contato com o Neto. Até que, em dezembro de 2017, Ricardo foi alçado como diretor de provas da SDB.

Em decorrência da Super Drift Brasil, Manzo foi convidado para fazer 2 provas de Drift, na Europa. Em uma delas ele foi diretor de provas e na outra, na Espanha, ele foi juiz.

“Depois que tive a oportunidade de ser juiz, meu respeito pelos juízes aumentou 5 vezes. O que eles fazem é de se tirar o chapéu, além de ter uma responsabilidade enorme”, afirmou Ricardo.

Como diretor de provas, Manzo é responsável, também, pelas largadas, e ele faz disso um show à parte.

“Eu me inspiro no juiz do UFC, na galera do corridas proibidas, que fazem aquilo com amor sem igual. Não estou ali somente para dar a largada, estou ali para soltar 1.200 cavalos para uma pista”, exaltou ele.

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O episódio completo do DriftCast está disponível no Youtube, Spotify e Deezer.

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