No episódio dessa semana do DriftCast, o podcast oficial da Super Drift Brasil, os nossos especialistas em Drift recebem o ex-juiz da SDB, Hélio Fausto, que conta a sua história com o automobilismo e quando começou o seu envolvimento com o Drift.

Além do Hélio, participam do DriftCast, nessa semana, o Neto, CEO da SDB, e Ricardo Manzo, diretor de prova da SDB.

Hélio começa o episódio lembrando que a paixão por velocidade foi passada de pai para filho, pois o seu pai já era um apaixonado por moto. A sua relação começou quando foi convidado para andar de Kart e foi desafiado pelo seu pai a colocar tempo em cima de um campeão. Se conseguisse tal feito, ele ganharia um Kart. Como sempre gostou de ser desafiado e nunca gostou de perder, Hélio topou o desafio. Para espanto do pai, ele foi o mais rápido na pista e então ganhou um Tony Kart. A partir dai, ele começou a treinar e correr de Kart. A sua rotina era, escola de manhã e das 14 às 18 hrs treino de Kart, todos os dias.

A primeira corrida de Kart, do Hélio, foi uma Sprinter, na qual corria todo mundo, de experientes a novatos. Nessa prova, ele chegou na 5ª colocação, de 20 pilotos. Com esse ótimo resultado, o seu pai percebeu que o melhor caminho era investir no filho e em peças para o Kart, pois ele tinha futuro.

Com isso, Hélio começou a disputar todos os campeonatos possíveis e as conquistas começaram a chegar em peso. O seu pai se tornou o seu manager, coach e chefe de equipe, e o que começou de brincadeira, se tornou uma paixão e um laço enorme entre pai e filho. Em uma etapa do Campeonato Brasileiro, em Campo Grande, com a participação de vários nomes que hoje disputam a Stock Car, o seu pai estudou todo o traçado da pista e chegou à conclusão de que o Hélio deveria competir com o Kart menor.

“Lembro que o Daniel Serra veio no meu box e perguntou o porquê eu ia correr com o Kart menor, visto que todos iriam com o maior. Respondi que confiava na minha equipe. Fui 5º colocado no treino, após isso todos disputaram o outro treino com o Kart menor”, lembrou Hélio.

Então, o “SEO” Mário Sérgio foi nos boxes conversar com ele, perguntou o que precisava, deu algumas dicas e nesse Campeonato, Hélio acabou na 3ª colocação.

O seu maior sonho era sair do Kart e dirigir um carro. Ele começou pilotando um Fórmula, com Fórmula 3, Chevrolet, Millenium, porém a cada teste que o Hélio era aprovado pediam um aporte financeiro e seu pai, por não ter condições, começou a recuar. Por isso, ele acabou indo para o Turismo, que era mais acessível. Após isso, Hélio ganhou do seu pai uma gaiola de terra e ele começou a fazer uma transição. Ao ver alguns vídeos na internet, principalmente do Japão, de pilotos fazendo manobras e participando de corridas, Hélio começou a se interessar. Esse foi o seu primeiro contato com o Drift, sem nem saber que era Drift.

A partir de então, ele começou a “brincar” em um campinho de terra, tendo que 2 fazer furikais e o terceiro passava por trás das traves e emendava o campo todo.

Quando Hélio pegava o carro de turismo, ele achava o carro muito preso e não estava muito satisfeito. Então, pediu para o mecânico que queria que a traseira saísse mais, para deixar o carro mais solto e poder escorregar. As mudanças foram feitas, colocando cambagem positiva, 80 libras, e com isso ele começou a andar desenvolvendo a técnica chamada “quina a quina”.

“Minha mãe falou que quando eu era pequeno, pegava os carrinhos com meu pai e ao invés de brincar como todos, ficava fazendo derrapadas com eles”, disse ele.

Depois de ter conquistado 3 Campeonatos Brasileiro e 2 vices no Turismo, Hélio começou a pensar o que queria fazer da vida, pois já tinha conquistado tudo o que queria e, talvez, fosse o momento de mudar de categoria. Nesse momento, os japoneses começaram a trazer para o Brasil, o Drift, e ele, já fascinado pela modalidade, começou a acompanhar os movimentos. Teve então, um evento em São José do Rio Preto e Hélio foi, acompanhado com o seu mecânico, Pará.

Chegando no evento, o Hélio conseguiu que o Pará visse os carros, por baixo, para ver toda a mecânica. Ele lembra que o mecânico ficou abismado, pois jamais tinha visto essas peças e tecnologia sendo utilizadas no Brasil. Desde então, Hélio começou a fazer Drift, alugando o carro do Márcio Hashimoto, no entanto ele começou a sentir dificuldade, por falta de informação, falta de peças e vaidade de outros pilotos. Com isso, ele começou a montar o seu próprio carro, uma BMW, com peças totalmente nacionais.

Durante o episódio, ele fez questão de lembrar além do seu pai, sua mãe e sua irmã, como os principais incentivadores da sua carreira no automobilismo. O seu pai sempre questionou Hélio sobre o seu propósito com o Drift, o motivo pelo qual ele queria fazer ou se era apenas para gastar dinheiro. Na época, ele estava cursando a faculdade de publicidade e propaganda.

Hélio começou a enxergar no Drift, uma possibilidade enorme de publicidade. Ele, que sempre teve dificuldade, para conseguir pneus, começou a arrumar as peças em troca de um espaço publicitário em seu carro, para expor a marca das empresas.

“O Drift é puro entretenimento e leva famílias e amigos aos eventos. Isso é tudo o que uma empresa quer e uma grande possibilidade para dar mais visibilidade a marca”, afirmou Hélio.

Esse foi o principal argumento que utilizou para convencer o seu pai a seguir no Drift, se tornar uma empresa e ter o retorno de tudo o que havia sido investido. Hélio aproveitou para deixar um recados aos mais jovens, para que eles aproveitem as ferramentas e redes sociais que tem disponíveis agora, para fazerem um trabalho de exposição das marcas bem feitos e com isso, conseguirem mais patrocínios e expandir o Drift.

Com relação as pistas mais memoráveis que já fez Drift, ele citou o Mega Space, como a Pista mais desafiadora do Brasil, e a icônica pista de Ebisu, no Japão, como a melhor experiência que ele já teve.

Hélio foi convidado para andar em Ebisu após conquistar uma etapa do Xtreme. Ele lembra que estava andando na pista, mas não conseguia emendar e dar sequência, então veio um japonês gritando, dizendo que ele não estava apto para andar nessa pista, e pediu para andar nas outras.

Ele, indignado, respondeu que veio do Brasil somente para andar ali. Nesse momento, começou a cair um dilúvio, lembra Hélio, e ele resolveu retornar para a pista, pois confiava no seu carro na chuva. Ele conseguiu fazer todas as manobras coladas no muro, fazer as emendas e andar perfeito. Quando acabou a volta, o mesmo japonês apareceu gritando, novamente. Dessa vez, ele estava parabenizando o Hélio e dizendo que ele estava apto para andar na pista. Voltando ao papo para o Brasil, Hélio afirma que a Super Drift Brasil mudou o patamar do Drift no país.

“Valorizo muito os antecessores, mas quando a SDB chegou deu um restart na modalidade, trazendo inovações que, até então, só víamos pela televisão. Foi surreal”, lembrou Hélio.

De acordo com ele, tudo o que os atuais pilotos estão colhendo agora, foi graças ao SDB e ao Neto, CEO da SDB, que plantaram lá atrás, vislumbrando essa inovação. Ele afirma, também, que outras empresas tentam fazer o que a SDB faz, mas não conseguem entregar com a excelência que a SDB entrega.

Neto, agradeceu as palavras do Hélio e disse que esse sucesso é mérito, também, da Karen, sua esposa, e de todos que trabalham na SDB. Neto lembra que se dedicou absurdamente a Super Drift Brasil, a ponto de deixar outros projetos para trás, para fazer o negócio dar certo e que cada pessoa que ocupa um cargo na empresa foi escolhido a dedo.

“A SDB é uma família. Nós nos dedicamos ao Drift 120%. E o mais importante é que todos, sem exceção, de todos os cargos, estão sempre sorrindo e trabalhando com imenso zelo e dedicação”, enaltece Neto.

Outro tema abordado pelo Hélio foi a evolução do Drift. Segundo ele a pilotagem mudou bastante, primeiro era seguido a pilotagem japonesa, mas depois que foi para os EUA, ela se tornou mais arrojada, um show para o público.

Hoje em dia o Drift se tornou mais atrativo para o público, deixou de ser um embate entre os pilotos, para se tornar um entretenimento. Somado a isso, tem a evolução da estrutura, da organização, do marketing, das regras, das instruções, dos juízes, tudo isso resulta na melhoria do Drift.

“A SDB trouxe profissionalismo, organização e credibilidade ao Drift. Com isso, o Drift não deixa nada a desejar para as outras modalidades do automobilismo”, declarou Hélio.

Hélio falou, ainda, sobre o tipo de preparação física ideal e sobre dieta alimentar. Segundo ele, a preparação física vai muito além do que estar preparado fisicamente para fazer uma descida de Drift, pois exige, ainda, um preparo mental e emocional bem forte para você poder tomar decisões em meio a disputa. Com relação a alimentação, não adianta o piloto só se alimentar bem ou fazer dieta no dia anterior e no dia da prova. Uma rotina com alimentação balanceada reduz o nível gordura no sangue, diminui o estresse, além de melhorar o desempenho do piloto.

Hélio entrou para ser juiz da SDB, em 2018, após convite do Neto. Em um primeiro momento, ele achou que seria loucura, mas depois de conversar com seu coach, o seu pai, ele resolveu aceitar. Ele tinha a ideia de que o julgamento era dado após uma análise em conjunto, de todos juízes. Então, na sua primeira etapa no novo cargo, Hélio recebeu todas as instruções, do Ryan e do Fernando, e em seguida começou a bateria. E desde então, foram 2 anos de aprendizado ao lado deles.

A partir de então, ele começou a entender como o processo funciona e agradece por ter feito parte de uma bancada super experiente, que ensinou tudo sobre o julgamento do Drift, principalmente o Ryan, considerado o melhor juiz do mundo.

Na Porta com Hélio Fausto

 

Esse é um novo quadro, criado pelo SDB, onde a bancada faz perguntas ao convidado que deve responder rapidamente com a primeira resposta que vem a sua cabeça.

 

SDB pergunta: Qual batalha você ainda não viveu?

Hélio responde: Diego Higa.

 

SDB pergunta: Drift na chuva ou no sol?

Hélio responde:  O que Deus mandar.

 

SDB pergunta: Qual o pior defeito de um piloto?

Hélio responde: Achismo.

 

SDB pergunta: Hoje, seu livro de cabeceira é…

Hélio responde:  A Bíblia.

 

SDB pergunta: O sonho de todo piloto é…

Hélio responde: Ser campeão.

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O episódio completo do DriftCast está disponível no Youtube, Spotify e Deezer.

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