Conversamos com o Diego Shimazaki, o piloto do Silvia S15, que morou por 23 anos no Japão está voltando para o grid da SDB, falou um pouco da sua trajetória, inspirações e expectativas para a sua reestreia.

Fala um pouco do seu carro e de como está sendo esse período longe das pistas.

Na verdade, meu carro está praticamente pronto, só esperando tudo voltar ao normal. É um Nissan Silvia s15 com motor original, o SR 2.0, mas forjado. É um motor que não tem tanta potência, mas é leve e bem ágil.

Tem planos futuros para o projeto do seu S15?

Na verdade, o meu carro está pronto em termos de acerto. Eu pretendo trabalhar na parte estética, mas quanto a motor e suspensão ele está praticamente pronto, só precisa de alguns pequenos ajustes.

Como é a sua história no Automobilismo?

Desde criança sempre gostei muito de carros, cheguei a correr de Kart e participar de algumas competições, mas por ter morado no Japão acabei entrando no meio do Drift. Desde sempre andava em montanhas e portos até começar a ir para pistas e correr pelo Japão todo.

Como foi o seu primeiro contato com o Drift?

Na verdade, foi na adolescência, eu assistia o pessoal fazendo Drift nas montanhas, quando fiz 18 anos comprei o meu carro e passei a praticar também. Eu participei de vários eventos e competições no Japão. Inclusive, fui um dos primeiros estrangeiros a se tornar profissional.

Como é a relação da sua família com o Drift?

Quando comecei eles não me apoiavam porque não era algo regulamentado, mas hoje em dia me apoiam bastante.

Quem são as suas influências no Drift?

São amigos que eu corria junto no Japão, por exemplo o Yokoi, o Nakamura e o Saito Daigo. São pessoas que eu conheci e andei junto por bastante tempo. Eu me inspirei neles porque sempre queria evoluir para estar com eles na pista.

Como você vê o cenário do Drift brasileiro em comparação com o japonês?

Eu acredito que haja uma diferença, mas está bem próximo. No Japão, os carros e peças são muito mais acessíveis então automaticamente eles estão um passo à frente do nosso Brasil. Aqui é tudo complicado e precisa vir de fora, então a gente acaba ficando um pouco atrasado, mas se compararmos com o começo, hoje o Drift no Brasil evoluiu muito, está em um nível bem legal de estrutura e competição.

Quais são as suas expectativas para a volta?

O campeonato está cheio de pilotos e cresceu muito, eu estou animadão para participar. Eu estou bem empolgado com a evolução dos pilotos e o nível de competição.