O Drift em seu estado mais puro, foi assim que Maykel Kuriyama começou no esporte. Batemos um papo com o “Japa”, como é conhecido, e ele nos contou um pouco da sua trajetória, metas para a temporada e planos para o futuro.

SDB: Quando começou a sua trajetória no drift?
Japa: Começou em 2003, eu morava no Japão e tinha 15 anos. Eu trabalhei por uns 2 meses e já consegui comprar um carro, fui aprendendo sozinho. Não tinham muitos brasileiros no estado de Hiroshima então comecei a andar com os japoneses mesmo. Lá eu andava nas montanhas e no “porto”, como a gente chamava, mas eu cheguei a participar e ganhar um campeonato só de brasileiros em 2007.

SDB: Como é ter etapas do SDB praticamente no quintal da sua casa, no Mega Space?   
Japa: É sensacional. Além de ter a facilidade um pouco maior em resolver qualquer problema que dê no carro, tem o público. Quando vou para outros estados o pessoal não me reconhece com tanta frequência, mas por aqui é diferente. Eu costumo ir para muitos eventos na região, track days, arrancadas e drift, e vou com meu carro mesmo, ele acaba chamando atenção na rua então além de conhecer muita gente do automobilismo na região, o público também me reconhece e a vibração durante as etapas é bem bacana.

SDB: Como está sendo a sua quarentena? 
Japa: Está sendo um período complicado, por tudo que a gente acaba não podendo fazer. Com relação a preparação para a temporada, não estou tendo problemas. Tenho planos para um novo projeto no ano que vêm, mas esse ano vou seguir sem alterações no carro. Eu estou bem feliz com o que ele me proporcionou na última temporada.

SDB: E aqui no Brasil, como seguiu essa história?
Japa: Quando voltei para o Brasil eu fiquei 5 anos sem praticar o Drift. Então em 2015 eu comprei a BMW, que tenho até hoje, e comecei a participar de track days. Depois de um tempo percebi que meu negócio não era aquele, preparei a BMW para o drift e voltei a praticar. Eu tinha o Drift como hobbie mas quando comecei a competir no SDB passei a levar o esporte mais a sério, buscando desenvolver o lado profissional.

SDB: O que podemos esperar do Japa em 2020?
Japa: Para esse ano o meu carro está bom, agora eu preciso evoluir como piloto tanto na pista quanto fora dela. No ano passado o meu carro praticamente não deu problema, eu acabei sendo o meu maior adversário durante as corridas. Fora da pista eu estou trabalhando o meu lado profissional, desde a logística, que acabamos tendo em todas etapas, até a parte comercial. Querendo ou não, esse lado de fora acaba influenciando o desempenho também. Por exemplo, ter que puxar o carro durante a noite toda, chegar e já começar um final de semana de competição é bem cansativo, tem bastante influência no resultado final.

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